segunda-feira, 12 de junho de 2017

JACAREÍ APARIÇÕES E MARCOS TADEU TEIXEIRA e a RCC

O vidente  MARCOS TADEU TEIXEIRA e a RCC
 
As aparições para o jovem Marcos Tadeu tiveram início em 1991, quando ele era ainda um adolescente de quatorze anos. Logo após as primeiras manifestações, quando o jovem havia contado o fato para sua mãe e para alguns vizinhos, a notícia sobre ela se espalhou rapidamente, por meio do boca-a-boca das primeiras pessoas informadas – sua mãe, alguns amigos e vizinhos.

Durante o ano de 1994 as manifestações continuaram de forma esporádica, sem uma periodicidade, apenas para o vidente, sem público. Neste período foi formado um pequeno grupo de oração, que se reunia diariamente para rezar o terço na casa do vidente. Estes primeiros participantes eram pessoas da localidade, que começaram comentar que aparições de Nossa Senhora estavam acontecendo em seu bairro.

A notícia se espalhou rapidamente, chegando até o pároco de Jacareí e aos integrantes da Renovação Carismática local, que se aproximaram do vidente, apropriando-se da manifestação. Já a postura do pároco foi mais cuidadosa, baseando-se na cautela aconselhada pelo Vaticano, tentando compreender o que se passava com o possível menino vidente.
Logo nos primeiros meses um grupo de carismáticos começou a participar do grupo de orações na casa de Marcos, acreditando na veracidade das aparições de
Nossa Senhora e encarregando-se de “espalhar” a notícia sobre elas, fato que se deu rapidamente, por meio do acionamento da rede de contatos descrita no primeiro capítulo. Importa destacar que esse grupo não foi apenas responsável pela divulgação dos eventos, mas se apropriou do fenômeno em seus primeiros anos, modelando-o de acordo com o padrão de aparições reconhecidas. A partir do segundo ano das manifestações, elas passaram a ocorrer periodicamente, no sétimo dia de cada mês, data em que ocorreu a primeira visão para Marcos. Os carismáticos organizaram um ritual específico para este dia, que passou a ser chamado de Cenáculo, e contataram cada vez mais gente para a participação das aparições mensais. Devido aos contatos e a organização dos carismáticos, participantes vindos de cidades da região, depois do Estado e de todo o país começaram a participar dos rituais do dia sete, às seis horas da tarde.
 
Rapidamente este ritual não pôde mais ser realizado na casa de Marcos, devido à falta de espaço. Foi então que os carismáticos se encarregaram de mudar o Cenáculo para o “Monte escolhido por Nossa Senhora”. Já estamos no ano de 1998, e os rituais ainda acontecem no dia sete, no Monte, e recebe peregrinos do país inteiro, e até de outros países. Este é o período áureo das aparições, em que os Cenáculos chegam a contar com cinco mil participantes.
 
Nesta época, o vidente já possuía várias informações sobre outras aparições de Nossa Senhora, já tinha estado em contato com outros videntes de Maria no Brasil e realizado o circuito de aparições marianas internacionais. Tudo isso devido, em grande parte, ao apoio dos membros da RCC. O contato com outros videntes, por exemplo, ocorreu por meio da intermediação de integrantes da Comunidade Carismática Magnificat, de São José dos Campos, mencionada no primeiro capítulo.
A vidente com quem Marcos possuía contato mais estreito, no final da década de noventa, era Mirna, de Muriaé. Ela era uma das videntes “preferidas” do grupo de carismáticos de São José dos Campos, liderado por Olga, que realizava excursões freqüentes para Muriaé, e organizava a vinda da vidente para São José dos Campos. Por esse motivo Marcos a conheceu, participando das aparições na cidade mineira e das visitas de Mirna a São José dos Campos. Ou seja, pelo contato entre os carismáticos de Jacareí – que apoiavam Marcos – e os carismáticos de São José – liderados por Olga, e que apoiavam Mirna – os videntes se conheceram e passaram a freqüentar cada um os Cenáculos do outro, realizando mesmo visões “coletivas” em que Nossa Senhora se manifestava e transmitia mensagens simultaneamente para ambos.
 
Além disso, a participação de Marcos no encontro entre videntes marianos brasileiros, realizado pelo Pe Gobbi em 1999, também ocorreu devido à intermediação dos carismáticos. A Comunidade Carismática Magnificat foi informada de que o sacerdote italiano viria ao Brasil, e que realizaria um encontro entre os videntes de Nossa Senhora. Os carismáticos de Jacareí tomaram, então, a iniciativa de contatar Pe Gobbi e de indicar a presença de Marcos, que foi aceita pelo sacerdote.
 
A viagem de Marcos pelos Santuários marianos europeus, realizada no ano de 1998, foi também patrocinada pelos carismáticos de Jacareí, que organizaram uma “ação” para que os freqüentadores das aparições, bem como carismáticos de outras localidades, doassem alguma quantia em dinheiro para que Marcos pudesse viajar.
Dessa maneira, a apropriação da aparição pelos carismáticos, durante a década de noventa, foi fundamental para a constituição dos rituais e para a legitimação das manifestações. Através deles as aparições foram divulgadas e se tornaram legítimas, por meio da aproximação com as manifestações marianas reconhecidas. Os carismáticos também foram muito importantes para a “formação” do vidente, inserindo-o no universo das aparições marianas, informando-o sobre as características de outras manifestações, fornecendo-lhe detalhes sobre elas. TEXTO DE LILIAN. 

LEIA COMPLETO AQUI
http://documents.scribd.com.s3.amazonaws.com/docs/6biaug7ygw5v4xv0.pdf



Ex seguidor solta sua bronca, para o então líder da seita:
"-Ele alega que esse dinheiro é para construir um mosteiro. Seria um mosteiro budista? Hinduísta? Protestante? Católico não pode ser porque essa seita não está de acordo com o catolicismo. Nossa Senhora NUNCA disse para nenhum vidente montar um mosteiro. Esse mosteiro é outra fonte de renda para o empresário divino, que já tem lanchonete, loja de produtos religiosos e 2 contas para exigir valores altíssimos como doação. Ainda chama as pessoas de “filhos de cabeça dura”. O país na maior de suas crises e o problema são as pessoas sem “$$$fé$$$”, sem “$$$amor$$$”. Ele menciona uma ajuda de “amigos”. Como assim amigos? Ele não tem amigos, apenas sócios ou funcionários. Todos que estão perto dele o defendem “com unhas e dentes” porque lucram de alguma forma. (Eduardo Monteiro)